sexta-feira, 6 de maio de 2011
O Terceiro album da banda Cut Copy, que foi lançado neste ano de 2011, no dia 8 de fevereiro, foi chamado - estranhamente - de Zonoscope. Estes jovens músicos Australianos de Melbourne, que surpreenderam o mundo com seu disco In Ghost Colours, concebem um novo disco que traz uma atmosfera mística (?) e de deliciosas canções. Ele é um... Disco que você tem que ouvir. O disco agradou
muito, tanto é que o disco se configura como um dos melhores lançamentos do ano, e alguém discorda disso?
muito, tanto é que o disco se configura como um dos melhores lançamentos do ano, e alguém discorda disso?
Além de toda a produção que envolveu a concretização deste novo disco, notoriamente bem trabalhado com esmero, houve também uma preocupação com a arte de seu álbum. Em uma metáfora surreal do artista Japonês, Tsunehisa Kimura (1928-2008), Cut Copy traz uma imagem inusitada de uma queda d'agua no meio de NY, o que aumenta ainda mais a complexidade de entender o que significa, de fato, Zonoscope!
Vamos ao disco:
#1 – Need You Now:
Esta musica, junto das seis primeiras faixas do disco, sintetizam o trabalho como um todo, além de trazer também uma leve lembrança de faixas do disco In Ghost Colours. Cut copy continua misturando (sabiamente) o eletrônico com o indie de uma forma muito sublime. Como não perceber as densas camadas de synth pads, bem trabalhados, que acompanham a musica ao longo de sua trajetória? Estes detalhes não passam em branco, nem aos ouvidos mais tuberculosos. Como num ritmo que parece anteceder o coito, a trajetoria desta musica, ao longo de muitos minutos, quer chegar a algum lugar, fazendo você ficar na espectativa, quando enfim, aos 04min43seg uma torrente rítmica invade seus ouvidos, acompanhados de suaves “uhus”. Melhor musica de 2011?
#2 – Take me Over:
Sem duvida alguma, a faixa que esta a um bom tempo (desde o lançamento do disco) balançando seu esqueleto nas melhores pistas de dança. Ouvir o bassline desta musica não tem como te deixar parado, nem muito menos te deixa sem bater o pezinho, enquanto você curte esse som no caminho do trabalho, faculdade (ou no trabalho, ou na faculdade), etc.
#3 – Where I’m Going:
Influencia dos anos 70, sem duvida alguma. Lembra grandes clássicos, até o momento em que o refrão, melodioso e bem trabalhado, nos mergulha em mais “uhu’s” e “Yeah’s”, aí muda de figura, e moderniza. A musica tem letra minimalista, com poucas estrofes, mas faz uma brincadeira muito bacana, quando diz:
“...Take my hand if you know what I'm going through
ll you need is a dream and a lover too”
ll you need is a dream and a lover too”
"..."
“…Take my hand 'cause I know what you're going through
“…Take my hand 'cause I know what you're going through
… It's my dream, and it's yours if you want it too”
Minimalismo puro, mas poetico, até.
#4 – Pharaohs & Pyramids:
A quarta musica deste disco é a mais viajante de todas. Não menos produzida, mas como uma letra complexa, e por hora, sem nexo algum, perdendo o mote da historia. Mas afinal, torno a perguntar: Zonoscope? WTH?
#5 - Blink And You'll Miss A Revolution:
Aqui esta a melhor faixa do album, na minha humilde opinião. Com uma vibe totalmente eletrônica e com o Dan Whitford engroçando sua voz, a track soa diferente, lembrando vagamente faixas do ultimo disco do Hot Chip. Com muitos “Uhu’s”, a musica cresce exponencialmente e recai sobre um refrão que tem a formula certeira para deixar em você um vicio mental, e por horas, ficar cantarolando. Como sou previsível, fui flechado por este clichê, mas pouco me importo.
#6 - Strange Nostalgia For The Future:
Esta faixa é, basicamente, uma antecipação da bridge que o disco irá irá passar. Uma outra fase do disco vem aí, e isso vocês irão notar logo mais em Alisa.
#7 - This Is All We've Got:
Não se surpreenda se ouvir esta musica em uma propaganda de Automóveis, de perfume, refrigerantes e outros produtos bacanas.
#8 – Alisa:
Agora além do disco tornar-se mais denso, e maciço, o trio abusa de suas vocalizações. É fácil de sentir a breve mudança de humor que a banda teve no estúdio.
#9 - Hanging Onto Every Heartbeat:
Esta musica, eu pulo. Ela resume-se por si só. Uma mistura que permeia o limiar do cansaço e da melancolia pop dos anos 80.
#10 - Corner Of The Sky:
Imagine-se enlouquecendo na pista com esta batida forte e empolgante. Ainda espere pela virada inesperada na musica, aos 03h57min, quando a musica muda completamente de contexto, não deixando de ser dançante muito menos empolgante.
#11 - Sun God:
Um delírio Synth de 15min.
É difícil agora chamar Cut Copy com uma banda indie-dance. A banda já mostrou seu crescimento musical e destacou-se musicalmente, não sofrendo de depressão produtiva, atrofiamento mental, e muito menos sofrendo com a decepção de um segundo disco decepcionante, mal este que afeta 2 a cada 3. Com Cut Copy foi o contrario, a banda vem crescendo cada vez mais e evoluindo a cada disco. O que esperar destes Australianos para o próximo ano?


